Páginas

11 de setembro de 2011

Life's Too Good - The Sugarcubes

Nome: Life's Too Good
Artista: The Sugarcubes
Álbum de Estúdio
Lançamento: Abril de 1988
Gênero: Alternative Rock
Duração: 33 minutos e 13 segundos.
Selo: Elektra
Produção: Ray Shulman
Nota: ♪♪♪♪♪♪♪♪♪ (9/10)

Faixas:



1. Traitor - 3:08
2. Motorcrash - 2:23 ●
3. Birthday - 3:56 ●
4. Delicious Demon - 2:43
5. Mamma - 2:56
6. Cold Sweat - 3:15 ●
7. Blue Eyed Pop - 2:38
8. Deus - 4:07 ●
9. Sick for Toys - 3:15
10. Fucking in Rhythm and Sorrow - 3:14 ●

Line-Up:

Björk Guðmundsdóttir - Vocais, Teclado
Þór Eldon - Guitarra
Bragi Ólafsson - Baixo
Einar Örn Benediktsson - Vocais, Trompete
Sigtryggur Baldursson - Bateria

Björk, uma famosa cantora de música eletrônica, pop e outros estilos. Cantora essa islandesa, dotada de uma linda voz. Seu primeiro álbum solo foi lançado em 1993... Espera aí... Solo, você diz? Sim, caro leitor, solo. Ela antes disso havia participado de uma banda um tanto quanto interessante, também islandesa, os The Sugarcubes. Logo você deduz que eles também cantavam Pop, certo? ERRADO! Eles tocam, na verdade, Alternative Rock.

Não é somente Björk com sua linda voz - mais rejuvenescida, óbvio - que se destaca. Seu ex-marido, Þór (Thór) Eldon também desenvolveu riffs legais, como podemos ver na canção "Birthday", a mais famosa do grupo. Os vocais da moça se mostram timidos, a príncipio, sendo acompanhados pela batida suave, mas com o ritmo bem interessante. Logo depois, ela mostra bem do seu potêncial e o ritmo acaba meio ofuscado pela grande extensão vocal da mulher.

Outra música que foi feita com excelência é "Fucking in Rhythm & Sorrow", que lembra a época dos anos 60, principalmente o Jazz e o Blues. O ritmo começa lento, e vai acelerando graduativamente, até explodir, com Björk gritando eufórica. O riff é bem ao estilo de "Sure 'Nuff 'N' Yes I Do", tendo um lado meio country também.

A segunda música do disco, "Motorcrash" possui certamente a batida mais interessante de todo o disco. É veloz, meio disco, mas nada que fuja dos padrões do rock. Chegou até a me lembrar um pouco do Punk Rock, a diferência são os vocais lindos de Björk e a velocidade, com várias quebras de tempo. "Cold Sweat" é uma faixa diferente, algo mais abstrato, eu diria. É também a mais pesada do disco; Björk parece cantar com dor, com sofrimento. Essa é uma de suas grandes vantagens: ela canta com a alma.

A última faixa que podemos destacar é "Deus", uma mais calminha que as outras aqui já citadas. Ela puxa para um lado mais pop, principalmente quando é cantado o nome da música, bem no estilo pop. O resto da música segue uma linha tranquila, e até bem segura, com poucas variações. Para provar como ela soa pop, tem até um dueto de vocal masculino (não sei se trata-se de Þór), bem no estilo do ritmo dos anos 80

Eles tiveram relativa fama na Islândia, na Europa e nos Estados Unidos - visto que eles são conhecidos como um povo triste, fechado -, o que os fez "andar na prancha": Þór se separou de Björk, mas ainda sim lançaram um segundo CD com a nova esposa do homem, a mesma tocando teclado e com Björk ainda nos vocais. Não fez o sucesso tão esperado, então, a banda decidiu dar um tempo para as carreiras solo. De lá para cá, não preciso comentar o que ocorreu com Björk, não é mesmo?

2 comentários:

  1. Boa Resenha Aquarius. Foi muito bom destacar a voz e o estilo musical da Björk. As batidas da Sugarcubes são diferenciadas, uma hora é pesada, outra é leve, e claro, Björk executa muito bem ambos os ritmos.

    ResponderExcluir
  2. A resenha foi muito bem feita, apesar de eu não conhecer essa banda, mas ficou muito boa e detalhada.
    A nação metaleira espera por Manowar.
    Hail and Kill.

    ResponderExcluir